quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Vêem o Povo adormecido
Mas tal qual um vulcão
Sem avisar ouve-se o rugido
E dá-se a erupção

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


Há quem de nada precise
E quem muita riqueza encobre
Falam de crise, qual crise
A crise é só para o pobre

sábado, 10 de dezembro de 2011


O Povo para se reformar
É obrigado a trabalhar
Quase até aos setenta    
O político que é da elite
Faz a lei que lhe permite
Reformar-se aos cinquenta

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


De diferentes horizontes
Uns vêm outros vão
Conhecidos são aos montes
Amigos poucos o são

domingo, 4 de dezembro de 2011


Vivo só no meu cantinho
É certo que daqui não fujo
Fui e sou  pobrezinho
Mas o meu nome não está sujo

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Observo a sorte, que se afasta
 Dividendos tirei nenhuns
Tem sido uma madrasta 
É só mãe para alguns 

domingo, 27 de novembro de 2011


Numa infância atribulada
Foi pobre tal como eu           
Hoje tem carteira recheada
Mas o cérebro empobreceu

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


O Povo de tanto explorado
Protesta e tem razão
O polícia que é bem mandado 
Arreia na multidão


quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Na hora que precisou
O amigo deu-lhe a mão
Quando o inverso se passou
Pagou com ingratidão

domingo, 20 de novembro de 2011


Portugal que futuro vais ter?
Muito mau é o que acho
Quando tens gente no poder
Que unicamente quer é tacho

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Detesto gente convencida
E que se sente superior
Que nada produz na vida
Mas pensa ter muito valor

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vigaristas e aldrabões
Falcatruas e corrupção
Assassinos e ladrões
Ao que chegou esta nação

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Viveu sempre na miséria
Hoje vida rica tem
Continua pessoa séria
Já não fala é a ninguém.

domingo, 23 de outubro de 2011

Pedem sacrifícios ao Povo
Que se encontra quase pedinte
O político anda de carro novo
Pago pelo contribuinte

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fui ,e serei sempre assim
Não deixarei  que me calem
Se falam bem, ou mal de mim
O que importa é que falem

domingo, 16 de outubro de 2011

Vi o pobre de mão estendida
Ninguém lhe prestava atenção
À frente a figura conhecida
Era o delírio da multidão

sábado, 15 de outubro de 2011

Vendo o barco quase afundado
Berra o malandro que tem pé
Exigindo ao afogado
Que reme contra a maré

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A coisa está mesmo ruim
Há já pobreza escondida
A continuarmos assim
O que vai ser da nossa vida

domingo, 9 de outubro de 2011

Como podes me apontar o dedo
Desse modo determinado
Sabes bem não é segredo
Do que é feito o teu telhado

O político foi preso depois de julgado
Mas numa jogada precisa
Foi de imediato libertado  
E vai processar a juíza 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

É mesmo uma coisa confusa
E que me baralha a mente
Como querem que o país produza
Se querem despedir toda a gente?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Saudades do que não tenho
E do que nunca irei ter
A vida é um desenho
Que só alguns sabem fazer

domingo, 2 de outubro de 2011

O Povo vai sendo espremido
Vai-se acabando a paciência
Tenho a certeza, não duvido
Que aí vêm tempos de violência
Fui e serei sempre igual
No Facebook não me conheces
Deixa estar, não faz mal
Não penses que me aborreces

sábado, 1 de outubro de 2011

Sem fazer grande alarde
Parecia um senhor
Mas é um falso, um cobarde
E acima de tudo um traidor

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tenho pena de não ter
Uma varinha de condão   
Só para poder meter
Todos os canalhas na prisão

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Que o aviso não seja em vão
Neste grito de liberdade
Pois jamais me dobrarão
Na luta pela verdade

sábado, 24 de setembro de 2011

Perguntaste se concordei
Fizeste cara feia demais
Somente te explicarei
Não vendo os meu ideais

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bateu à porta, eu ajudei
Na sua hora infeliz
Na hora que eu precisei
Levei com a porta no nariz

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não te peço pra ires embora
Se tens vontade de ficar
Mas se é isso que queres agora
Não me peças pra voltar

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tinha a sentença lida
Desde o dia em que nasceu
Nunca pediu nada à vida
E a vida nada lhe deu

domingo, 18 de setembro de 2011


Fui à caça e fui caçado
Andei numa confusão
Atirei pra todo o lado
E o que matei foi o cão

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Não me estendas a mão
De forma solene e sentida
Pois sabemos que essa acção
Requer contrapartida

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Nunca desdenhes do pobre
Do pobre e de ninguém
Hoje em dia podes ser nobre
Mas amanhã pobre também

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Usaste e jogaste fora
Não podes voltar atrás  
Podes querê-la agora
Mas nunca mais a terás

domingo, 11 de setembro de 2011

Toca o sino tristemente
Num toque amargo e frio
Para avisar toda a gente
Que houve alguém que partiu

sábado, 10 de setembro de 2011

O destino é um traidor
Na forma como nos assalta
Leva-nos quem tem valor  
E deixa quem não faz falta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Quero posso e mando
É assim que se apresenta
Mas vamos ver até quando
É que o Povo o aguenta

sábado, 3 de setembro de 2011


Palavras leva-as o vento
É uma frase conhecida
Mas há palavras que no momento
Doem mais que uma ferida

quarta-feira, 31 de agosto de 2011



Quem espera desespera
Sempre à espera do nada
O amanhã já era
O passado não deixa nada

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Tenho um encontro marcado
Com a morte, desde que cheguei
Com um bilhete comprado
Que eu nunca encomendei

domingo, 28 de agosto de 2011


Passa tão depressa a vida
Quase sem lhe provarmos o sabor
E a importância merecida      
São poucos os que lhe dão valor

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Essa história de apertar o cinto
Tem muito que se lhe diga
O pobre está mais faminto
O rico com mais barriga

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Passa tanta gente pela vida
Sem lhe tomar o gosto profundo
E no final dessa corrida
Pouco ou nada deu ao mundo

terça-feira, 16 de agosto de 2011


Diz-se que quem cala consente
E tem um certo sentido
Mas responder a certa gente
Não passa de tempo perdido

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Numa atitude rastejante
Imprudente, tal era a ânsia
Tornou-se um ser repugnante
Só por causa da ganância

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tento às vezes compreender
Esforço-me mas não consigo
Como é difícil entender
A traição de um amigo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Alentejo, essa imensidão
Outrora de trigo dourado
Hoje ninguém semeia o pão  
Está triste e abandonado

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nasceu num berço de ouro
Guardado como um tesouro
Teve o bom que a vida tem
Hoje só, desprotegido
P´lo mundo anda perdido
Não passa de um Zé ninguém

sábado, 16 de julho de 2011

Dos  pregadores de doutrina
Houve um dia alguém que disse
Que  atrás da palavra divina
Escondem muita vigarice

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O dinheiro não traz felicidade
É o Povo sabedor que o diz
E podem crer que na verdade
Já vi muito rico infeliz

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Cruzei-me um dia com a amargura
Pelas ruas da desgraça
E então desde essa altura
Todos os dias por mim passa

domingo, 10 de julho de 2011

Estavam os dois à esquina
Afagando a ferramenta
Com olhos postos na menina
Que tem um andar que não se aguenta

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O País está num suplício
Onde a miséria se expande
Ao Povo pede-se sacrifício
Os políticos vivem à grande

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Tens uma cabeça dura
Está visto que só tu não vês
E o que te falta em cultura   
Sobra-te em estupidez

segunda-feira, 4 de julho de 2011

É a justiça que se arranja
Nesta nossa sociedade
Prende-se quem rouba uma laranja
Quem mata vai em liberdade

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Coitado de quem labuta
Atrás de um futuro perdido
Está visto que nessa luta
Nem vale a pena ter nascido