quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tenho pena de não ter
Uma varinha de condão   
Só para poder meter
Todos os canalhas na prisão

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Que o aviso não seja em vão
Neste grito de liberdade
Pois jamais me dobrarão
Na luta pela verdade

sábado, 24 de setembro de 2011

Perguntaste se concordei
Fizeste cara feia demais
Somente te explicarei
Não vendo os meu ideais

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bateu à porta, eu ajudei
Na sua hora infeliz
Na hora que eu precisei
Levei com a porta no nariz

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não te peço pra ires embora
Se tens vontade de ficar
Mas se é isso que queres agora
Não me peças pra voltar

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tinha a sentença lida
Desde o dia em que nasceu
Nunca pediu nada à vida
E a vida nada lhe deu

domingo, 18 de setembro de 2011


Fui à caça e fui caçado
Andei numa confusão
Atirei pra todo o lado
E o que matei foi o cão

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Não me estendas a mão
De forma solene e sentida
Pois sabemos que essa acção
Requer contrapartida

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Nunca desdenhes do pobre
Do pobre e de ninguém
Hoje em dia podes ser nobre
Mas amanhã pobre também

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Usaste e jogaste fora
Não podes voltar atrás  
Podes querê-la agora
Mas nunca mais a terás

domingo, 11 de setembro de 2011

Toca o sino tristemente
Num toque amargo e frio
Para avisar toda a gente
Que houve alguém que partiu

sábado, 10 de setembro de 2011

O destino é um traidor
Na forma como nos assalta
Leva-nos quem tem valor  
E deixa quem não faz falta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Quero posso e mando
É assim que se apresenta
Mas vamos ver até quando
É que o Povo o aguenta

sábado, 3 de setembro de 2011


Palavras leva-as o vento
É uma frase conhecida
Mas há palavras que no momento
Doem mais que uma ferida