domingo, 25 de dezembro de 2016

Estava a aldeia enfeitada
Com iluminação de ponta
Agora a luz está apagada
Alguém não pagou a conta
O sol gloriosa esfera
Com seu calor natural
Lembra hoje a primavera
Em pleno dia de natal

Bem disposto cá estou
Não querendo ficar mal
A quem me desejou
Eu desejo bom natal

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Saudades de quem partiu
Sem bilhete para voltar
E até agora não se ouviu
Notícias desse lugar

Se tentas subir na vida
Vê lá bem se és capaz
Há muita gente fingida
Que te empurra para trás


Onde estão esses amigos
De tempos idos, antigos
Com quem convivi outrora
Cada um para seu lado
Fazem parte de um passado
Que eu venho lembrar agora

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Caminhando para o fim
E cada vez mais só
O que restará de mim
Nada, apenas pó

domingo, 11 de dezembro de 2016

Contratei um gato caçador
Que no trabalho não vê gatas
Mas é fraco trabalhador
Só pensa em comer ratas

sábado, 10 de dezembro de 2016

O carteiro é um bom rapaz
Mas com ele vou-me zangar
Pois as cartas que me traz
São só coisas para pagar


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Eu sou aquilo que sou
E já não hei-de mudar
Sou o que a vida moldou
Agora não há volta a dar

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Aos poucos vou-me afastando
De alguém que não repara
Nunca gostei de alguém gozando
Muito menos com a minha cara

domingo, 4 de dezembro de 2016

A chuva que tudo molhou
E deixou tudo alagado
A fava já “emprenhou”
E o griséu já está inchado


Num passado bem recente
Assim como de repente
Gente nova conheci
Mostravam grande amizade
Mas na pura realidade
Essa gente nunca mais vi


sábado, 3 de dezembro de 2016

Se precisas desabafar
E se te encontras sozinho
Nada melhor para ajudar
Que uma garrafa de vinho

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O pai natal não se detém
Mas talvez por distração
Há muito que cá não vem
Perdeu a minha direcção

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Numa noite solene conjunta
Eis que hoje me aconteceu
Ver tanta bófia junta
Beber muito mais do que eu