quarta-feira, 31 de agosto de 2011



Quem espera desespera
Sempre à espera do nada
O amanhã já era
O passado não deixa nada

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Tenho um encontro marcado
Com a morte, desde que cheguei
Com um bilhete comprado
Que eu nunca encomendei

domingo, 28 de agosto de 2011


Passa tão depressa a vida
Quase sem lhe provarmos o sabor
E a importância merecida      
São poucos os que lhe dão valor

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Essa história de apertar o cinto
Tem muito que se lhe diga
O pobre está mais faminto
O rico com mais barriga

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Passa tanta gente pela vida
Sem lhe tomar o gosto profundo
E no final dessa corrida
Pouco ou nada deu ao mundo

terça-feira, 16 de agosto de 2011


Diz-se que quem cala consente
E tem um certo sentido
Mas responder a certa gente
Não passa de tempo perdido

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Numa atitude rastejante
Imprudente, tal era a ânsia
Tornou-se um ser repugnante
Só por causa da ganância