sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O povo anda dormente
Pela cantiga de embalar
E vai votar novamente
Em quem o andou a roubar

domingo, 27 de setembro de 2015

Nesta nossa breve vida
A morte é uma realidade
E a eternidade merecida
Ninguém a tem na verdade


sábado, 26 de setembro de 2015

Um cavaco que não dá cavaco
Um coelho que não dá passos
Num grupo de amigalhaços
Com portas pró mesmo buraco


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A política ilude o povo
E nesta altura tão crítica
Não vejo nenhuma política
Que traga algo de novo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Uns perto, outros à distância
Certamente notarão
Que lhes dou tanta importância
Como aquela que me dão


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sou contra a hipocrisia
Fingimento, ou falsidade
Que se vê no dia a dia
Desta podre sociedade
Não era, mas sou reservado
Sem querer, me transformei
Sendo isso o resultado
Dos pontapés que levei


Vou para a rua ladrar
É a minha forma de luta
Porque se for falar
Decerto ninguém me escuta


Neste rebanho sem chama
O povo é a cabritinha
Onde o governo mama
Enchendo assim a barriguinha
Ando longe, mas vivo perto
Próximo, ou afastado
Inteligente ou esperto
Não me sinto deslocado
Mantendo a mesma firmeza
Hoje com mais certeza
Há loucos por todo o lado