sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sou filho de gente pobre
Não escondo essa situação
Mas numa coisa sou nobre
Nas regras da educação

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vou para a praia abalar
Levo toalha e calções
A água está fria de rachar
Acho que só vou molhar os pés


Leva a vida fechado em casa
Parece um relógio de cuco
Não canta nem bate a asa
Ainda vai dar em maluco

domingo, 24 de agosto de 2014

Há gente de cérebro afectado
Sem vontade de melhorar
Marram sempre pró mesmo lado
E mesmo nada as faz parar
Sou chato mas não chateio      
Tento manter-me calado
Mesmo assim cá no meio
Pelo meio sou criticado

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Porque a vida é uma viagem
Quantas vezes de tanta luta
Quantas vezes nesta passagem
É só aturar gente bruta?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

      Se a vaidade tivesse cheiro
Seria forte nauseabundo
E a andava mundo inteiro
A fugir de outro mundo

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Já me tentaram destruir
Pelas costas à traição
Acabaram por desistir
Vergados pla comichão


Falas mansas, avança de mansinho
Falso, hipócrita, veste pele de cordeiro
Procura gente de branco colarinho
Sendo ele um canalha verdadeiro


Na pele sei que sofri
Tantas vezes eu tentei
Agora ficam por aí
Jamais os chamarei

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nada vale, mas pensa o contrário
Não passa de uma tristeza
Mas lá no seu imaginário
Tem a mania da grandeza