terça-feira, 26 de julho de 2011

Tento às vezes compreender
Esforço-me mas não consigo
Como é difícil entender
A traição de um amigo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Alentejo, essa imensidão
Outrora de trigo dourado
Hoje ninguém semeia o pão  
Está triste e abandonado

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nasceu num berço de ouro
Guardado como um tesouro
Teve o bom que a vida tem
Hoje só, desprotegido
P´lo mundo anda perdido
Não passa de um Zé ninguém

sábado, 16 de julho de 2011

Dos  pregadores de doutrina
Houve um dia alguém que disse
Que  atrás da palavra divina
Escondem muita vigarice

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O dinheiro não traz felicidade
É o Povo sabedor que o diz
E podem crer que na verdade
Já vi muito rico infeliz

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Cruzei-me um dia com a amargura
Pelas ruas da desgraça
E então desde essa altura
Todos os dias por mim passa

domingo, 10 de julho de 2011

Estavam os dois à esquina
Afagando a ferramenta
Com olhos postos na menina
Que tem um andar que não se aguenta

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O País está num suplício
Onde a miséria se expande
Ao Povo pede-se sacrifício
Os políticos vivem à grande

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Tens uma cabeça dura
Está visto que só tu não vês
E o que te falta em cultura   
Sobra-te em estupidez

segunda-feira, 4 de julho de 2011

É a justiça que se arranja
Nesta nossa sociedade
Prende-se quem rouba uma laranja
Quem mata vai em liberdade