quarta-feira, 30 de março de 2011

Se conhecesse o destino
Que em adulto iria ter
Ficava sempre pequenino
Nunca chegava a crescer

O macho conquistador
Fez-se à fêmea, ela aceitou
Na prova de mais rigor
O conquistador falhou

terça-feira, 29 de março de 2011

Na igreja já foste visto
Junto ao altar, a seus pés
Não tentes enganar Cristo
Ele sabe o canalha que és.


Abandonei o combate
A minha força foi vencida
À espera da bala que me mate
E me traga a liberdade perdida.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu não presto, você não presta
O tempo tornou isso realidade
Mas a mim ainda me resta
Uma réstia de dignidade.



Um dia quando morrer
Quero uma campa também
Onde se possa escrever
" Não roubei nada a ninguém "


domingo, 27 de março de 2011

Não me convides, pra tua mesa
Com ar de superioridade
Fico na minha, pois concerteza
Comerei com mais vontade.

A má-língua é companheira
Da maldade enraizada
Alimentada p´la cegueira
De gente fútil e frustrada!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não sei para onde vou
Mas sei onde quero chegar
E podes crer que não estou
Com vontade de te encontrar!

És cobarde e és ladrão
Mas és fino, requintado
Na forma como pões a mão
No que é do parceiro do lado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Julgas-te grande, ninguém te impede
Mas é melhor teres calma
Pois a riqueza só se mede
Não na carteira, mas na alma!

Não me olhes com sobranceria
Lá do cimo dessa vaidade
Envolto nessa hipocrisia
Que espalhas p´la sociedade

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sou pobre, sou remediado
Mas ando de cabeça erguida
Antes assim, do que de braço dado
Com grandeza falsa e fingida.

Gosto daquele amigo
Que me aceita como sou
Que escuta o que lhe digo
Que vai comigo onde vou!

Porque me olhas altivo
Será que já te esqueceste?
Sou pequeno, mas não vivo
Na lama onde já viveste.

O mundo está infestado
Daqueles ratos de porão
Que tendo o celeiro recheado
Roubam migalhas de pão.