sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Há um malandro que conheço
Armado em intelectual
Papagaio da democracia
Trabalhar, por nenhum preço
Sendo apenas afinal
Parasita dia a dia


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A podridão continua
Com eles firmes no poder
O pobre sem casa, na rua
Sem dinheiro e sem comer



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Vejo falsidade vejo mentira
Misturada com o bem
Gente feia a fazer-se de gira
Do modo que lhe convém


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sou filho de gente pobre
Não escondo essa situação
Mas numa coisa sou nobre
Nas regras da educação

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vou para a praia abalar
Levo toalha e calções
A água está fria de rachar
Acho que só vou molhar os pés


Leva a vida fechado em casa
Parece um relógio de cuco
Não canta nem bate a asa
Ainda vai dar em maluco

domingo, 24 de agosto de 2014

Há gente de cérebro afectado
Sem vontade de melhorar
Marram sempre pró mesmo lado
E mesmo nada as faz parar
Sou chato mas não chateio      
Tento manter-me calado
Mesmo assim cá no meio
Pelo meio sou criticado

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Porque a vida é uma viagem
Quantas vezes de tanta luta
Quantas vezes nesta passagem
É só aturar gente bruta?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

      Se a vaidade tivesse cheiro
Seria forte nauseabundo
E a andava mundo inteiro
A fugir de outro mundo

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Já me tentaram destruir
Pelas costas à traição
Acabaram por desistir
Vergados pla comichão


Falas mansas, avança de mansinho
Falso, hipócrita, veste pele de cordeiro
Procura gente de branco colarinho
Sendo ele um canalha verdadeiro


Na pele sei que sofri
Tantas vezes eu tentei
Agora ficam por aí
Jamais os chamarei

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nada vale, mas pensa o contrário
Não passa de uma tristeza
Mas lá no seu imaginário
Tem a mania da grandeza

domingo, 29 de junho de 2014

Os fingidos convivem bem
Em festas e mesas postas
Mas mais tarde porém
Maldizem-se pelas costas


sábado, 28 de junho de 2014

Tatuagens e penteados
É assim a selecção
De gajos ricos e mimados
Que se julgam mais do que são


quinta-feira, 26 de junho de 2014


O burro que é apontado
Como pouco inteligente
Mas há aí por todo o lado  
Pior que o burro muita gente


terça-feira, 10 de junho de 2014

Os cães olham de soslaio
As cadelas rosnam baixinho
Mas mesmo assim eu não saio
 Um milímetro do meu caminho


Tanta vida em duplicado
Aparentando bonita ser
Um por fora alimentado
O outro sem nada saber




domingo, 8 de junho de 2014

Não conheço essa estrada
Muito menos essa rua
Mas sei que gente frustrada
Vive no mundo da lua

terça-feira, 3 de junho de 2014

O coração é complicado
Sofre mas não esquece
Vive uma vida agarrado
A quem dele nada merece


sábado, 31 de maio de 2014

O tempo passa por mim
Sem que o queira chamar
E nessa corrida com fim
Ele acaba por ganhar

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Esquecem as velhas amizades
As companhias de outrora
Hoje passeiam vaidades
Com as amizades de agora

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Gente boa e séria sei que há
Mas já muito pouca resta
Sobra, gente reles, hipócrita, má
Gente que para nada presta